Mercado inmobiliario extractivista en México
Palavras-chave:
Acumulação por desapropriação, Extrativismo, Estado, ImobiliáriasResumo
De acordo com o título do trabalho, que inclui a análise temporal entre 2013 e 2018, o objetivo do estudo é analisar a dinâmica imobiliária extrativista e especulativa, determinada por um mercado econômico e político, que cria e reformula a magnitude e a intensidade do ambiente urbano. Este trabalho baseia-se na abordagem sistêmica de Karl Polanyi, que argumentava que a ideologia do livre mercado foi concebida para servir aos novos interesses industriais. Em nosso estudo, concluiu-se, preliminarmente, que o chamado mercado livre serve aos interesses imobiliários e a quem, em conluio com o Estado, procura garantir que os espaços receptores sirvam para aumentar o capital no setor da construção. O próprio Joseph Stiglitz, no prefácio de Karl Polanyi, diz que o mito do livre mercado não funciona como um sistema de mercado autorregulado, mas que, na realidade, o mercado, como Herbert Simon argumenta, é formado principalmente por organizações e/ou instituições que planejam e atribuem bens diretamente, e que o fazem por meios e métodos não diretamente desencadeados pelas forças do mercado. Os resultados preliminares apontam que a inexistência do mercado autorregulado pode ser explicada por complementação e implementação de dois conceitos fundamentais: a acumulação por espoliação e o extrativismo especulativo, que não podem ser separados e que, mutuamente interligados, levam a uma explicação circular do fenômeno de estudo. A aplicação de ambos os conceitos é utilizada como estratégia operacional para consolidar e tornar eficiente a expansão do capital imobiliário em áreas urbanas e rurais.